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MEIO AMBIENTE
Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos de Fernando de Noronha é impermeabilizada para proteção do meio ambiente
Publicado: 06/10/2022 às 15:05
Desde 2020, Fernando de Noronha possui um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (Divulgação)
A Administração de Fernando de Noronha finalizou esta semana a obra de impermeabilização da área operacional entre os galpões da Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos da ilha. A obra, que atende a uma exigência ambiental da CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente, foi realizada para impedir que os resíduos manejados na área contaminem o solo. Além da impermeabilização, a UTRS de Noronha também contará com a instalação de uma estrutura de calhas para captar e reaproveitar as águas das chuvas.
"Essa obra é um atendimento à condicionante da nossa licença de operação, que foi uma solicitação da CPRH para preservação da área. Então, fizemos a concretagem da área e a impermeabilização, para evitar o risco de uma possível contaminação do solo. Agora a área vai estar segura. Também estamos fazendo uma obra de sustentabilidade colocando calhas para reaproveitamento das águas das chuvas que serão utilizadas nos serviços da própria UTRS", explicou Mirella Moraes, superintendente de meio ambiente de Noronha.
Desde 2020, Fernando de Noronha possui um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, que rege e orienta toda a gestão de resíduos, desde a coleta à destinação e ao transporte ao continente. O plano normatiza e institui procedimentos de gestão de todos os resíduos gerados na ilha, domésticos, comerciais e resíduos de tratamento de esgoto. A maior parte dos resíduos sólidos urbanos de Noronha é transportada por via marítima ao continente, tendo como destino um aterro sanitário e recicladoras de resíduos.
Porém a ilha possui a Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS), que recebe, separa por categoria, trata e armazena temporariamente todos os resíduos produzidos na região. Dos recicláveis, todo o vidro é triturado e armazenado temporariamente para uso em substituição à areia, na construção civil na ilha, o que, além de contribuir para a conservação do meio ambiente, também ajuda moradores que não têm condições financeiras de arcar com os altos custos de importação de areia do continente. Já os resíduos orgânicos passam por processo de compostagem e o produto, o composto, é destinado para hortas e jardins.
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